Condições cerebrovasculares

Hematoma subdural crônico: o que é, sintomas e tratamento

Um acúmulo lento de sangue na superfície do cérebro, comum em idosos — muitas vezes semanas depois de uma pancada que parecia boba. A boa notícia: tem tratamento, e geralmente com ótima recuperação.

O que é

O hematoma subdural crônico é um acúmulo de sangue que se forma devagar entre o cérebro e as membranas que o envolvem. Costuma surgir semanas depois de um trauma na cabeça — às vezes tão leve que a pessoa nem lembra. É mais comum em idosos e em quem usa anticoagulantes.

Diagrama do hematoma subdural crônico: o sangue acumulado no espaço subdural comprimindo o cérebro
O hematoma subdural crônico se acumula no espaço subdural — entre a dura-máter e o cérebro — e comprime o tecido cerebral, causando sintomas progressivos.

Sintomas

Como o sangue se acumula devagar, os sintomas também aparecem aos poucos:

  • Dor de cabeça persistente
  • Confusão, lentidão, sonolência
  • Fraqueza ou desequilíbrio de um lado
  • Mudanças de comportamento, memória ou fala
Atenção

Em idosos, esses sinais às vezes são confundidos com "coisa da idade" ou demência. Diante de uma mudança nova, sobretudo após uma queda, vale investigar.

Causas e quem tem mais risco

  • Idade mais avançada
  • Quedas e traumas na cabeça (mesmo leves)
  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes
  • Consumo frequente de álcool

Como é o diagnóstico

A tomografia do cérebro é rápida e costuma fechar o diagnóstico, mostrando o tamanho e a localização do hematoma.

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Como é o tratamento

Por muito tempo, o caminho era apenas a drenagem cirúrgica — um furo no crânio para retirar o sangue. Ela continua eficaz e segue indicada em muitos casos. Mas hoje existe uma alternativa bem menos invasiva — e é justamente nela que eu concentro o meu trabalho:

Tratamento sem abrir a cabeça

A embolização da artéria meníngea média trata o hematoma por dentro dos vasos, com um cateter, a partir de um pequeno acesso — sem abrir o crânio. Ela "fecha a torneira" que alimenta o hematoma e reduz bastante a chance de ele voltar, muitas vezes evitando ou complementando a cirurgia.

Diagrama da embolização da artéria meníngea média: um microcateter leva material embólico aos ramos que irrigam a membrana do hematoma subdural
Na embolização, um microcateter leva material que reduz o fluxo da artéria meníngea média — o "alimentador" do hematoma. Tudo por dentro dos vasos, sem abrir a cabeça.

A escolha entre a drenagem, a embolização ou as duas combinadas é sempre individual — definida com calma, conforme o seu caso.

Recuperação

A recuperação costuma ser boa, especialmente quando o hematoma é tratado cedo. O acompanhamento com exames de controle confirma que ele não voltou.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Hematoma subdural é grave?

Pode ser, mas, tratado, tem boa recuperação na maioria dos casos — principalmente quando descoberto cedo.

Sempre precisa de cirurgia?

Não necessariamente. Hematomas pequenos e com poucos sintomas podem ser acompanhados; outros precisam de drenagem ou embolização.

O que é a embolização da meníngea média?

É um tratamento feito por dentro dos vasos (sem cirurgia aberta) que reduz o sangramento que alimenta o hematoma e a chance de ele voltar.

O hematoma pode voltar?

Pode recidivar, especialmente em idosos e em quem usa anticoagulante. Por isso o acompanhamento e, às vezes, a embolização.

Dr. Marcos Spadoni
Dr. Marcos Spadoni
Neurocirurgião Endovascular · CRM-GO 10473

Há mais de 20 anos tratando o cérebro por dentro dos vasos, sem cortes. Formação em neurorradiologia intervencionista no Instituto ENERI (Buenos Aires) e registro médico no Reino Unido. Atende em Goiânia e por telemedicina para todo o Brasil. Conheça o Dr. Marcos →

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e a conduta dependem de avaliação individual.

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