Fístula arteriovenosa dural: o tratamento por dentro dos vasos
A fístula arteriovenosa dural é uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia da dura-máter — a membrana que envolve o cérebro. O tratamento é feito por dentro dos vasos, com embolização.
O que é
A fístula arteriovenosa dural (FAVd) é uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia dentro da dura-máter — a membrana resistente que envolve o cérebro. Em vez de o sangue seguir o caminho normal, ele passa direto da artéria para a veia (um "curto-circuito"), o que deixa essas veias sob pressão alta.
Sintomas
Os sintomas variam bastante conforme a localização e o padrão de drenagem. Os mais comuns:
- Zumbido pulsátil — ouvir o pulso no ouvido é um sintoma clássico (veja a página do zumbido pulsátil);
- Dor de cabeça;
- Em casos selecionados, com um padrão de drenagem de risco, pode haver risco de sangramento (hemorragia) — por isso a avaliação é importante.
Algumas fístulas são de baixo risco e apenas acompanhadas; outras precisam de tratamento. Essa diferença é definida pela avaliação e pelos exames.
Suspeita de fístula dural?
Se você tem zumbido pulsátil ou já recebeu esse diagnóstico, agende uma avaliação — analisamos os exames e definimos se há indicação de tratamento.
Agendar avaliação · (62) 99505-0220O tratamento
O tratamento de primeira linha da FAVd é a embolização: por um cateter, chega-se até o ponto da fístula e injeta-se um agente embólico que fecha a conexão anormal. É minimamente invasivo, feito por dentro dos vasos, sem cortes. Em casos selecionados, pode ser combinado com outras estratégias — sempre decidido de forma individual.
Segurança
A embolização é minimamente invasiva e, na maioria das vezes, resolve a fístula. Como todo procedimento com cateter, tem riscos, que são avaliados caso a caso, sempre pesando o benefício de fechar a fístula — em especial quando há um padrão de risco de sangramento. Explicamos tudo antes.
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Dúvidas comuns
O que causa uma fístula arteriovenosa dural?
Muitas vezes ela surge ao longo da vida, às vezes após uma trombose de veia, um trauma ou sem causa identificável. É diferente da MAV cerebral, que costuma ser congênita.
Fístula dural é a mesma coisa que MAV?
Não. A MAV cerebral é um emaranhado de vasos dentro do cérebro, em geral congênito. A fístula dural é uma conexão anormal na dura-máter (a membrana que envolve o cérebro), e costuma aparecer ao longo da vida.
Toda fístula dural precisa ser tratada?
Não. Algumas são de baixo risco e apenas acompanhadas; outras, com um padrão de drenagem de risco, precisam de tratamento para evitar sangramento. A avaliação define isso caso a caso.
Como é o tratamento?
O tratamento de primeira linha é a embolização: por cateter, injeta-se um agente embólico que fecha a conexão anormal, por dentro dos vasos e sem cortes.
A embolização resolve de vez?
Na maioria dos casos, sim — a fístula é fechada. Em situações selecionadas pode ser necessário mais de uma etapa ou combinar estratégias. O plano é definido para cada caso.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. A indicação de tratar uma fístula dural e a estratégia dependem de avaliação individual e dos exames.